segunda-feira, 25 de outubro de 2010


Olhares, sorrisos, abraços, cicatrizes, lágrimas, essência, saudade... saudade do que se foi, ou do que se teve.
Tudo o que somos é poeira no vento.
Viver em função do tempo, mesmo não querendo
Presenciar momentos que não desejou
Ler palavras que preferia não ter lido
Sentir o que não esperaria ter sentido.
Esperar... Talvez esse seja o problema.
Esperar tudo, ou nada.
Uso sorrisos emprestados pelo momento, que logo em seguida se vão com o vento.
Vivo de momentos, esperando pelo momento que eu também não sei qual é.
Espero mais, sempre mais de mim, e as vezes, nada.
A cada dia que passa, desisto de mim e depois volto atrás, então continuo indo...
Cigarros, remédios, paranóia, essência e chuviscos de esperança me fazem ir, e eu estou aqui.
Imploro por noites estreladas e ventos tempestivos. Gosto dos raios de sol pela manhã...
E me resumo à momentos.
De erros, acertos, arrependimento, de mim... de vida.
Busco a liberdade em mim mesmo, busco vida, mesmo querendo morrer.